quinta-feira, 30 de junho de 2011

EXPERIMENTAÇÕES - Primeira Impressões

as primeira impressões, são as que ficam gravadas na memória, temos algumas supimpas que compartilhamos aqui no blog.

A trajétoria ancora começou. As experimentações acontecem em vários locais, e estamos todos conhecendo um ao outro e outro ao um. Na Academia de Ciência, o primeiro dia foi genial. Extrair o DNA de um mamão foi uma experiência muito legal. Publicaremos as fotos logo mais. Outros jovens optaram pelas oficinas de TV na Internet e porque não a Internet na TV de cada turma? Esta lançado o desafio. Alguns jovens escolheram o universo das artes e do design gráfico lá no IPEDESH e na ETEC, segue breve relato das primeiras impressões da experimentação na oficina de Recepção e Atendimento.

1. " Bom foi muito legal, começamos aprendre a nos si comunicar com as pessoas que o curso capacita os jovens para atuar em enpresas comerciais um atendente tem que ter perfil, que tem que aprender ouvir as pessoas que os clientes querem ser ouvidos, e atendidos de maneira justa. recepcionar passar uma imagem postiva orientar ajudar nas decisoes esclarecer duvidas, e simplesmente acaumar os ânimos"
Samantha.

2. " Um dia de experimentação foi muito legal! começamos a aprender a si comunicar com as pessoas, que o curso capacita o jovem para atuar em empresas comerciais. Um atendente tem que ter perfil, que tem que aprender ouvir, as pessoas, e que os clientes querem ser ouvidos e atendidos de maneira justa. Recepcionar: Passar uma imagem positiva orientar e ajudar nas decisões e tirar dúvidas, e simplesmente acalmar os ânimos, e ser agil e rápido."
Patrícia Pereira Antunes

3. " A etec foi bastante interessante - aprendemos como atender alguém e como ser atendido bem, conhecer pessoas novas a profª Luciene super simpática."
Welber Nascimento

4. " Etec - 28.06.2011 - Eu achei muito legal, fizemos lição e também fizemos uma demonstração de atendimento e recepção e conversamos bastante. Tive a impressão que essa experimentação vai ser muito importante para nós, e vai nos trazer experiencias, tenho certeza que vamos aprender muita coisa lá. A professora é muito legal, e vai nos ensinar ou ser um profissional na area de recepção e atendimento, apesar dela ser formada em outras areas."
Andressa Gomes da Silva

5. " Eu gostei do curso, por que a gente enteragem com todos alunos, assim fico mais legal e aprendemos mais."
Marina gomes de Almeida

6. " Simplesmente amei o curso na Etec, amei a professora também. A professora Luciane é super legal ela explica muito bem. Ela fez também tipo uma dinâmica, pediu para formar duplas ser o atendente pra ver se sabemos nos portar e vice versa. Gostei de tudo! "
Jenifer b. Fernandes

7. " Eu fui no primeiro dia, fiu super legal eu adorei. A professora é um amor ela se chama Luciane ela passou umas lições dos pontos principais sobre ser uma atendente e recepcionista, ela pediu para que nós se ajunta-se com outra pessoa ai fixou eu e a jenifer Primeiro eu tinha que me passar de atendente e depois a jenifer e depois a professora passava em cada dupla perguntando um ponto forte e um fraco da pessoa que se passava por atendente, foi uma experiência muito legal, simplesmente adorei o curso.

Antonio Pedro
coordenador

Experimentações: agora é pra valer

Essa semana foi desafiante .
Iniciamos a terça-feira ainda fazendo alguns ajustes e realocando Karol e Tainá, que não se sentiram contempladas (tadinhas rs).
Bilhetes distribuidos, conversa feita, combinado o horario de encontro e passadas as informações sobre como chegar nas oficinas..."hora do lanche".
Divididos em grupos rolou uma atividade bem legal. Cada grupo elaborou uma palavra-cruzada, justamente entrecruzando os lugares percorridos por eles durante o programa (ou conhecidos deles), elaborando perguntas para cada local.
Atividade que continuaremos a desenvolver semana que vem, fazendo uma disputa saudavel entre os grupos.
Na quarta acompanhei a experimentação de Hotelaria e Recepção na ETEC Zona Leste, participando de um grupo e interagindo assim que possível com a turma do IPEDESH.
Quinta-feira, número reduzido já que boa parte do grupo foi para a ETEC. Conversamos sobre as experimentações ainda na Praça do Forró, obsevei que a galera esta curtindo.
Quem me deixou feliz foi a Tainá pois como foi realocada não estava muito satisfeita "Cheguei meio de cara fechada mas gostei muito, tiramos o DNA de um mamão".
É isso, muita coisa está por vir, semana bacana.



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nova Trajetória a vista


Queridos jovens e estimados educadores, Rogério e Pedro,

Muito que ver por aí. Mas muito já visto também.
compartilho com vocês esta experiência inovadora para todos nós - particularmente os jovens e fica aqui além do agradecimento de conviver com vocês, os parabéns especialmente aos educadores, que não tem medido esforços para que tenhamos um bom trabalho, e conteudos da melhor qualidade. Pautamos nosso trabalho pela transparencia e desse modo, também compartilhamos nossas dificuldades iniciais frente ao programa, mas nada como o desafio para empreendermos e sobretudo compreendermos uns aos outros.
abraço fraterno
Pedro
coordenador.
Eae galera, segue mais um relato semanal. Entrem, vejam, opinem, comentem. Amanhã nos vemos.
Abraço a todos.

Centro Cultural Banco do Brasil CCBB

14/ 06/2011


Aproximamos-nos das experimentações e ainda algumas bolsas são distribuídas; Pedro nosso coordenador presente se atribuiu dessa função, e outra vez conversamos (só que agora com mais tempo e com quase a totalidade dos jovens) sobre o percentual de freqüência daqueles que não receberam (ainda) a bolsa. Depois os jovens se dividiram em grupos de acordo com suas escolhas nas experimentações; Houve bastante conversa e esclarecimentos por nossa parte acerca dos locais e horários e, por fim quem gostaria de trocar fez essa opção; os nomes fixados na lousa muda

vam assim que algum dos jovens considerava melhor outra escolha. Lanchamos, sorteamos os nomes para assistir o “Jogando no Quintal” e conversamos de maneira informal acerca do programa, freqüência, explorações e experimentações. Foi uma tarde bem produtiva.

15/ 06/2011

Circulação rumo ao CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil - , disse “não sei onde é extamente, mas o Rogério me deu as coordenadas” alguém falou “é longe?”, respondi “não, como da estação ao Lapena”, mais tarde ouvi algumas reclamações mas justifiquei dizendo que tinha comparado da estação São Bento (por qual voltamos) e não da Sé (que tinhamos vindo, me dei bem, sai ileso rs).

No caminho até lá os jovens observavam: mendigos, ofice-boys (um inclusive de skate), policiais, camelôs, trabalhadores e pregadores. Também chamou-lhes a atenção: os prédios, bancos e ruas (históricas).

Caímos em uma “armadilha”, alguns dos jovens pararam para ver um cidadão enérgico que batia na bíblia e chegava a afrontar as pessoas que passavam. Tudo pelo salvação e, parecendo ter o poder de mandar alguém pro inferno.”Esse cara é louco”, um dos jovens falou, quase que em seguida Andreza e Karol soltaram sorrisos tímidos contudo percebidos pelo cidadão enérgico, que batendo na bíblia e vindo em nossa direção disse que se estávamos rindo era porque a carapuça serviu e etc, etc, etc. Ao sairmos espantados algum transeunte disse ao cidadão “Vai trabalhar” o que confesso que gerou outros risos.

“Esse cara não é crente, é louco né?Pode perguntar pro Eliseu que é da igreja”, disse Rodrigo. Concordo plenamente e acrescento que de sábio e louco todo mundo tem um pouco, São Paulo tem dessas coisas.

Nos perdemos um pouquinho, nos achamos logo e lá estávamos: CCBB. Alguns tiravam fotos da casa que deixava uma pessoa grande, outra pequena, disputando intensamente com as inúmeras escolas particulares que por lá se encontravam (não é verdade Jenifer e Jaqueline? Vocês foram corajosas e conseguiram rs).




É até difícil relatar o que vimos: o que parecia ser não era, uma coisa se juntava a outra, tinha quadros que se moviam. Os jovens curtiram muito.



Ao ficarmos em cima de um vidro tendo embaixo uma espécie de tubulação, acima de nós víamos outros colegas que nós chamavam; dando uma volta na sala (sem subir ou descer) éramos nós que olhando no espelho víamos pessoas em cima do vidro. Muito louco!

Pegamos a fila do cine três D, viajamos junto com o narrador conhecendo as mais conhecidas obras de Escher.



Lanchamos e rumo ao metro, trem, São Miguel.





No trajeto outra armadilha da cidade: quem pode mais chora menos! Estávamos divididos em grupinhos devido o numero de pessoas no vagão, o que dificultava perceber que éramos um grupão. Um homem que entrou junto conosco no metro, se infiltrou no meio de algumas jovens, achei meio estranho sua atitude porém acabei concluindo que era porque elas são bonitas (rs). Karol do nada puxou sua bolsa pra frente continuado a conversar normalmente, foi quando vi uma mão leve abrindo a bolsa que estava com a Jaqueline e puxando um celular, segui a direção da mão e dei de cara com o homem; que disfarçou e foi aos poucos indo para perto da porta, quando descemos este também o fez só que voltou para o metro atravessando para o outro lado; alguns jovens (meninos) quiseram ver se encontravam o mão leve ou se simplesmente o encaravam do outro lado da linha, “Vamos embora galera, que hoje o dia foi muito bom pra alguém estragar ele”.

16/ 06/2011

Lista oficial das experimentações divulgadas, bate papo, violão. Então em uma folha sulfite individualmente, foram anotando o que se lembravam da exposição do dia anterior.

Depois em círculo foram apresentando aos demais suas anotações. Em geral gostaram muito da exposição e do vídeo em três D.

“Gostei muito do 3° andar, só tinha dois meninos lá e a gente foi os primeiros, não sabia como era. Paramos no vidro e uns meninos lá de cima chamaram a gente, a gente foi subi e eles apareceram do outro lado, aí que vimos que não dava para subir.” Andressa Gomes

“ O que eu mais gostei foi o filme em três D, pra foi o mais legal.” Mateus

“Gostei dos quadros.”Alisson

“Achei bem legal aquela casa que quando tirava foto aparecia uma pessoa pequena outra grande”Jaqueline

“Eu achei tudo muito estranho, sei lá”Welber

Ressaltei que de fato tal exposição nos aguça a percepção e curiosidade, e que a arte quando não procura imitar a realidade, ela nos provoca a observar as coisas de maneira diferente da comum, do dia a dia. E que se essa exposição fez isso de alguma, nem que seja causando estranheza, ela cumpriu seu papel.

Abordei a questão dos fanzines: fã junto com zine (de magazine=revista). Surgiu na Inglaterra primeiramente enfocando bandas de rock, depois bandas de garagem fora da mídia, hoje aborda os mais variados assuntos, desde DSTs a Cultura. O grupo concordou em fazermos na próxima terça um fanzine para levarmos ao IPJ na quarta (assunto a definir).

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Esse texto é da jovem urbana Indira do N. Lagoa, turma da educadora Drica, e nos foi enviado Pelo Vandeí.

    Vejam que sensibilidade e graça ao escrever sobre a sua comunidade.

FAVELA Ô


    Andando pela comunidade de Heliópolis, onde meu objetivo era captar as fragmentações socioculturais. Observava cada esquina, cada cachorro atravessando a rua torcendo para não ser atropelado. A menininha andando de calcinha dentre os becos como se fosse a primeira dama, dona do latão, um senhor que falava meio arrastado, com chapéu de palha, terno e sandália de couro.

    O rapaz se achando o zica das galáxias, com seu Nike comprado no centro da cidade, e aquelas roupas cheias de marcas.
    Me sinto meio perdida nesses grupos.
    Mas, eis que vem de longe, o Senhor da roupa contraditória, a Primeira dama do Latão, e o Zica das Galáxias, soltam em uma só voz:
    - Fica ai... Chega mais.
    Heliópolis não tem com o que se preocupar não, eles, nós, temos uns aos outros.
    Heliópolis não é favela! Heliópolis é cidade, e é a cidade mais unida que conheço.
    EU GOSTO DE MORAR AQUI. EU GOSTO DAQUI. EU SOU DAQUI.

Indira G. Ribeiro
Jovem do Programa Jovens Urbanos
Texto referente à cartografia do distrito.

07/06/2011

Vimos o filme que envolvia brincadeiras lúdicas com matérias como física e geografia. Gangorra viking, passeio do macaco, balanço radical, tirolesa e outros brinquedos de grande porte feitos com materiais reutilizados, trouxeram reflexões aos jovens. Bem como as entrevistas com estudantes da escola, em uma das falas um destes disse: “agora diminuiu o uso de drogas na escola porque tem pais que trazem os filhos antes da creche”.

Após o vídeo, cada um anotou no diário ou folha avulsa, uma experiência escolar agradável que relembram até hoje. Apareceram, sobretudo, as gincanas: “Corrida de saco, fazer brinquedos com garrafa pet...”, observou Graziela.

Foi uma tarde bem agradável.

08/06/2011

Descontraindo o clima e aproveitando o bom tempo (nem frio nem quente), fomos ao Parque Trianon. Chegando na Av. Paulista, observávamos os prédios e as pessoas; alguns meninos admiravam mulheres bem vestidas que “desfilavam” por lá, chegamos ao vão do Masp para lanchar e trocarmos umas idéias. Um grupo (Welber, Marina e Tamires) foi parado por um rapaz cabeludo que conversou quase dez minutos, por fim oferecendo suas poesias e tendo um não como resposta, os chamou de “pão duros”, coisas da cidade né; observamos jovens ensaiando malabares para depois irem a semáforos próximos, atores descansando e excursões escolares.

Ao atravessarmos a rua para o parque, outra vez nosso olhar parou nos limpadores das vidraças do Masp, que praticam rapel a cada limpeza.

Paramos na entrada observando a base da policia militar, alguém perguntou: “O que ta acontecendo professor?”, “nada é a segurança normal daqui”, e já percebi que notariam algumas diferenças dos parques da periferia, sobretudo quanto a manutenção.

Tiramos fotos na estatua do Anhanguera e conversamos um pouco sobre as bandeiras, entramos em outro clima. Mais fresco e bom para respirar. Bebemos água na estatua, vimos à fonte que expunha belas carpas coloridas, observamos franceses que admiravam o parque, cruzamos a pontezinha e por fim achamos uma parte destinada à ginástica e exercícios corporais. Foi onde nos divertimos um bocado, perguntando aos praticantes como usa-los e nos revezando - dessa forma ninguém lembrou de tirar fotos - saímos dispostos e cansados ao mesmo tempo, cada aparelho trabalhava com o próprio peso da pessoa.

Um dia maravilhoso e desestressante.

09/06/2011

Dia especial: visita da galera da tarde do IPJ (Lageado). Devido a forte chuva, houve um grande esvaziamento de ambas as turmas, contudo as coisas fluíram naturalmente mudando pouco o planejado.

Após pegarem os papéis para o beneficio e conversarem com Pedro (coordenador), e conhecerem um pouco Raimundo (educador IPJ); uma fila em ordem de tamanho (do menor para o maior) foi organizada lado a lado: São Miguel e Lageado. No que se formaram duplas ou trios, certo tempo foi cedido para andarem pelo corredor e conversarem sobre suas respectivas ONGs e realidades.

Quando retornaram para a sala, foi pedido que se organizassem no círculo revezando com uma pessoa de São Miguel e outra do Lageado; feito cada um disse seu nome, depois de feita a roda, agora a pessoa tinha que dizer o nome do jovem ao lado.

E aí cada um falou da conversa que tiveram, observando semelhanças entre uma ONG e outra.

Agora já mais próximos, vimos um vídeo feito pela galera do IPJ, bem criativo e engraçado representava uma sala de aula, onde o tema era a história de Guaianazes.

Na seqüência apresentamos a música cantada no encontro fazendo a galera vibrar (rsrs), foi uma ótima troca.

Pausa para um lanchinho.

Outra dinâmica preencheu nossa tarde: casa, morador, terremoto. Já conhecida por nós essa brincadeira sempre empolgou a galera, agora quem sobrava após o comando dizia-nos uma palavra procurando definir a região onde reside e participa do programa. Apareceram palavras como: periferia, lindo, legal, bairro de negros, interessante, grande e outras.

Lucas do Lageado, cantou uma música de apresentação: sensibilização. Colocando a galera para cantar: “Sensi, sensibi, sensibilização; esse é o rap da apresentação, não pode errar esse refrão, seu nome é ..., o nome del@ é...”e um a um o círculo foi girando.

Para finalizar essa bela tarde, fizemos uma dança circular inspirada na dança do fogo de alguns povos indígenas.

Durante toda a tarde, entre uma dinâmica e outra conversamos bastante, foi um primeiro contato bem bacana. Deixamos o tema sexualidade para um encontro posterior, pelo fato das turmas não estarem completas devido a forte chuva. E tirei um pouco a “cobrança” dos “meus jovens” de conhecerem outra ONG. Em parte né, porque ainda falta irmos lá e também visitar outras turmas.

Valeu Raimundo e galera IPJ, logo, logo seremos nós os visitantes, um abraço.

Na seqüencia da turma da manhã, lá vamos nós ao parque Trianon

Pose pra foto [com a camisa da festa junina]

Já no vão, fazendo fotos pro "orkut"

Mais "orkut" [deve estar cheio já]

Lanchinho no vão, observando "artistas e poetas"

Velho Anhangüera [cabra bão]

Cedro natural [este depois de extraído é caro...]

Uma carpa veio nos ver

Num parque que já é bonito, uma escultura a se admirar...

Um playground, mas avisei logo, nos parques da leste pode brincar, aqui a GCM só permite até 10 anos...
07/06/2011

    Começamos o dia com dois vídeos que programamos para falar sobre educação, um que surgiu em discussões recentes na TV e nos jornais [o da professora Amanda Gurgel] e outro sobre um professor de uma escola da zona leste [nos arredores de Itaquera]. Este professor juntou um monte de sucata, transformou em brinquedos de parque e começou a levar os educando até para, de forma lúdica, ensinar física, matemática, história, entre outras coisas. Depois fomos ao círculo e começamos uma conversa sobre o papel da educação e sobre a forma como os conteúdos nos são transmitidos na escola, se funciona ou não, se gostamos ou conseguimos aprender algo, qual a diferença da escola para o PJU. Foi uma caudalosa e produtiva discussão.   
08/06/2011

    Após duas semanas sem circulações fomos para um canto longe do bairro, que é cartão postal, coração financeiro e caldeirão de artes que é a Av. Paulista. Nós nos encontramos na habitual praça do Forró, partimos pra estação CPTM São Miguel e nos encaminhamos para lá. Chegamos e fomos primeiro ao vão livre do Masp, fomos abordados pelos poetas mambembes atrás de seus velhos trocados, a garotada pouco habituada a este tipo de abordagem para venda de livros e, outrora desprevenida de capital, não se interessaram por livros deste tipo. Eu acabei indo dias depois comprar um destes livrinhos do poeta Paranaense André Marques, do qual eu já era leitor, comprando deste mesmo modo. Mas voltando, no vão livre vimos um grupo de jovens do Colégio Dante Alighieri fazendo um dança circular. Depois atravessamos a rua e fomos ao local que combinamos, O parque Trianon. Já na entrada pudemos perceber a eficiência de nossa querida Polícia Militar fazendo a segurança da entrada e entorno do parque, além da eficiente GCM que faz a segurança do interior do parque em conjunto com os seguranças da Prefeitura de São Paulo. Com isto pude enfim explicar-lhes porque os parques da Zona Leste carecem de segurança e manutenção: porque todo o efetivo da capital está “em serviço” nestas regiões. Voltando ao parque, pudemos perceber um local cheio de pessoas fazendo exercícios, estrangeiros em visita ao local, algumas carpas na bela fonte, as áreas com árvores marcadas, como Cedro, Pau Brasil, entre outras. Caminhamos bastante, apreciamos ao máximo o belo parque depois fomos, através da ponte que liga as duas partes do Trianon, ao outro lá na saída da Alameda Jaú, e pudemos ver o colégio Dante Alighieri. Falei aos jovens de como é o colégio, o quão diferente é de nossas escolas estaduais e municiais e se somos “diferenciados” em relação a eles, como disseram as pessoas da Avenida Angélica contra a estação de metrô, depois fizemos a caminhada de volta à Paulista e retornamos para querida e “diferenciada” Zona Leste.
09/06/2011

    Para encerrar a boa semana com chave ouro, recebemos a galera da manhã do IPJ (Lageado) com a nossa querida Camila. A chuva forte manteve um pouco os jovens das duas turmas em casa, mas nada muito grave.
    Inicialmente começamos pelo café, pos é a prática habitual do pessoal do IPJ, depois dividimos a sala em duas partes (IPJ para um lado e IBRADESC para o outro) e dissemos coisas de senso comum e fomos mostrando aos jovens o quão ele são parecidos nas particularidades [sociais, amorosas, étnicas, culturais etc.]. Depois fizemos um circulo, com um jovem de cada ONG de frente para o outro e lançávamos perguntas do tipo “Na periferia só tem bandido”, “Todo corinthiano é favelado” ou Temos que frear a migração nordestina em São Paulo, ou comprar mais carros blindados”, deixávamos eles discutirem um pouco o assunto, depois trocavamos as duplas em sentido horário, um ficava e o outro girava. Depois, já em circulo nos pusemos a discutir sobre todos os assuntos. Eu e a Camila até programamos mais algumas dinâmicas, mas só estas duas renderam tantas discussões que foram o suficiente. Por volta de 12h o Pedro [nosso coordenador] trouxe as cartas das bolsas e nos despedimos fraternalmente dos jovens do IPJ, para que os jovens recebessem orientações do coordenador para recebimento da bolsa, e obviamente a sensação de que a espera terminou.


Indo para o parque Trianon [na estação]


[no metrô]


Observando o vão livre do Masp


Descontraindo


Quando se vai a Paris, Torre Eiffel, em Londres Big Ben, na Paulista: Placa do Trianon


Pequena fonte


Não sei porque, mas em nossas fotos sempre há um penetra...


Fora do parque


Lugar sugestivo pra leitura 


Belo recanto...

terça-feira, 14 de junho de 2011

31/05/2011

Fizemos uma dinâmica com mímica; quatro grupos divididos e com os nomes definidos: As havaianas, L.P.N. (Lapena), Game Over e As Poderosas; escolheram filmes para que os outros grupos adivinhassem, se acertassem quem fazia a mímica também ganhava ponto; comentei que da próxima vez seria com os filmes, clipes e documentários que vimos até então.

Mais conversas, mais ensaio, mudanças pequenas no canto, poesia declamada sem folha, definição do ponto de encontro e “Tchau, não se atrasem amanhã tá”.

01/06/2011

Dia especial, onde o contato com jovens de outras ONGs causou uma certa insegurança e “calafrios” quando comentávamos da apresentação. Vendo a movimentação e apresentação de esquetes teatrais e vídeos, se intercalava a pergunta “a gente é o próximo professor?”; por mais que eu falasse que entraríamos por volta das 10:30, era como dizer que eles não precisam me chamar de professor (e na própria música trocaram a palavra educador por professor com a justificativa de”educador não dá rima”) .

Chegada a hora e lá iam eles ansiosos, preocupados em prender a atenção do público.

E assim, tudo ocorreu de forma bem natural (e melhor do que nos ensaios), uma breve conversa com o público antecedeu a apresentação: “Nos não fizemos a música para ninguém chorar, Luan Santana na escola já muito bem isso, não é meninas? Brincadeira, a gente resolveu falar sobre o programa”. Disse Eliseu descontraindo a tensão da galera no palco.

E então: cantaram e por fim Andreza declama sua poesia. O legal foi ver muita gente cantando junto no refrão, empolgando os autores da música. Missão cumprida e o clima eram de euforia, gritos se intercalavam com beijos e abraços ao lado do palco.

Voltamos e vimos às apresentações finais, dentre estas o teatro da turma da manhã, que desconstruíam os contos de fadas.

Eu achei que nós fomos os melhores”, disse Tainá. E quando conversei em particular com cada um, a maioria repetiu essa frase.

Por mais que em alguns momentos houve dispersão dos jovens (em geral) durante as apresentações, para um primeiro encontro foi muito bom; revelando talentos e criatividade.

Valeu galera de São Miguel, um grande salve a todos.

02/06/2011

Dia tranqüilo e empolgante, as fotos ainda não estavam disponíveis, contudo relembrávamos cada momento e percebi que, desse dia em diante, o violão irá compor nosso dia a dia. Lanchamos e vimos o vídeo com depoimento da professora Amanda Gurgel, comentando a realidade da educação no Rio Grande do Norte.

Em circulo cada um anotou aspectos que consideravam semelhantes a São Paulo, depois a discussão se estendeu e foram muitas as indagações e reflexões sobre a escola atual.

“Na minha escola tem que chegar primeiro pra pegar lugar pra sentar, e mal pode levantar se não já era”, comentou Caíque ressaltando a falta de carteiras e cadeiras em sua escola.

“Eu acho que a escola deveria mudar mais, é sempre a mesma coisa”, finalizou Andreza.

Comentei que na semana seguinte veríamos um filme feito por um professor da rede estadual, que enfocaria a construção de brinquedos na escola Ruth Cabral com materiais encontrados em ferros velhos.

Eliseu e Caíque à postos

O grupo embalando os primeiros versos [ainda tímidos]

Já embalados [e com a platéia acompanhando]

Andreza se prepara para declamar [poema de sua autoria sobre o PJU]

Já finalizando a declamação...

Aqui estamos para falar de um encontro. Um evento que reuniu jovens de uma mesma realidade, bairros similares, escolas e ruas parecidas. Praça do Forró? São Miguel? Jd. Lapenna, Jd. Matarazzo, Vila Mara e Jd. Helena. Bairros e vilas que ajudaram a construir São Paulo. E agora a nova geração vem demonstrando inquietação, curiosidade, se encontrando entre o “urbano e o rural”, vendo muitos carros e ônibus e às vezes uma e outra carroça. Alguns gostam de funk, outros de pagode, forró, rock ou sertanejo. Mas todos estão por lá, são: Jovens Urbanos. Convivendo em grupo, circulando na cidade, indagando, duvidando, experimentando. Ao observarmos o encontro, os vimos de fato vivendo.

E cheio de vida foram letra e o poema escritos dentro desse contexto:

Música Jovem Urbanos

(criação coletiva)

Todos os jovens da zona leste e da zona sul, que participam do projeto P.J.U.

Que leva os jovens da periferia a conhecer a cidade do dia-a-dia.

Pode ate chamar de curso, mas pra mim é lazer

Debates com a galera, exploração pra conhecer


Jovens, jovens, Jovens urbanos pela cidade circulando

Jovens, jovens, Jovens urbanos pela cidade Explorando


Nós fazemos o curso com alegria

Levando e trazendo novas sabedorias

Todos interagem com a atividade

Querendo conhecer a nossa cidade


Jovens, jovens, Jovens urbanos pela cidade circulando

Jovens, jovens, Jovens urbanos pela cidade Explorando

Cada lugar que conhecemos é sensacional

Com o professor explicando fica bem legal

E a cidade os jovens passam,a conhecer

Suas histórias, eles querem escrever

Jovens, jovens, Jovens urbanos pela cidade circulando

Jovens, jovens, Jovens urbanos pela cidade Explorando

(Poema da Jovem Andreza)

“No mundo em que vivemos pra muitas pessoas, os dias passam e passam sem alegria, a vida do dia a dia, é só trabalho correria, e o medo de o tempo passar sem marcar é assustador.

O desanimo toma conta diante de tantas noticias ruins, e novamente o medo assombra, medo de sair e não voltar nunca mais, eu sinto saudades da paz, mas a vejo como as estrelas do céu.. Tão bonita e tão distante.

E a vida passa, corre, acelera, pisa fundo, os dias continuam passando e na ânsia de viver até acreditamos, que um mundo melhor é possível, mas não basta acreditar temos que lutar, pois não importa que pra todos os lugares que olharmos sempre haja, dor, destruição e intrigas,

A verdade é que muitas vezes só vemos aquilo que queremos e talvez se passarmos a olhar sem julgar podemos sim encontrar algo bom, pois sempre há, o mal nunca acabara, mas o bem sempre habitara no coração daqueles que buscarem, onde muitos dirão não encontrar algo pelo qual valha a pena lutar.

Um mundo melhor é possível, um mundo mais unido, mas não se iludamos a mudança tem que acontecer em nós primeiro.

E nós jovens temos a obrigação de reacender a esperança no coração daqueles que de tanto sofrimento já estão desacreditados, pois somos nós JOVENS a esperança e toda essa personalidade que temos deve ser mostrada, temos voz, temos caras, somos jovens, JOVENS URBANOS”.

31/05/2011

    Após todo um final de semana, eu senti o grupo um pouco desmobilizado e desmotivado, fizemos uma longa conversa sobre responsabilidade, sobre “qual meu lugar dentro do programa” e íamos para o ensaio, mas ainda assim não havia interesse. Sugeri que eu sairia um pouco da sala e lhes deixaria conversando sobre o assunto por 10 minutos. Ao voltar percebi que na verdade era apenas medo do desconhecido. Vi também o nascimento de pequenas lideranças dentro do grupo que me ajudaram a “colocar o trem de volta nos trilhos”. Findado o ensaio, saímos todos renovados para o dia seguinte.

01/06/2011

    Chegado o dia do qual passamos as ultimas semanas falando eu encontrei jovens bem tranqüilos e eufóricos [eu é que não andava muito bem, com dores e mal estar]. Nós nos encontramos na Praça do forró, conduzi meus jovens e uma parte dos jovens da tarde, e outros foram com o Pedrinho de carro. Chegando lá pedi aos jovens que se fossem apreciar as atividades programadas, visto que no início eu ainda não reunia condições, após vários “copinhos d’água” e muito apoio dos amigos e dos jovens, consegui conduzir um pequeno ensaio só pra relembrar as falas e fomos para nossa apresentação após a apresentação dos “músicos” da tarde. Foi um pouco conturbada e difícil de compreender um pouco de nossas falas por conta do barulho, mas no fim deu tudo certo, não foi nada que os figurinos das jovens não resolvessem por nós [risos]. Findada nossa apresentação, nos curvamos a platéia, nos trocamos no vestiário para seguir apreciando as ultimas apresentações. Ao final, como foi eu que conduzi os jovens na volta pra casa eu lhes disse que ocasiões como esta me renovam como educador. Obrigado a todos os jovens pelo ótimo dia.
02/06/2011

    Recebi os jovens com muitas perguntas sobre meu estado de saúde, me senti muito bem por tais perguntas, vendo que a interação educador/educando esta se fortalecendo cada vez mais. Depois começamos a falar sobre o dia anterior e comentar nossa apresentação e todas as outras, vi que os jovens estavam muito animados e de espírito renovado para um próximo encontro publico. Cada um deles deu opinião, comentou o que gostou ou não das outras apresentações, falou da interação que tiveram com os jovens das outras ONGs. Foi uma ótima manhã.


Belas princesas para um contos de fadas distorcido [ao centro a nossa "Branca de neve" bem mais parecidas com as mulheres de nossos trópicos]


 Esticando nosso elaborado cenário [a idéia era ser um muro pichado com a frase: "Viva a revolução!", mas o revolucionário foi pego pela PM, antes de terminar. Isto acontece numa cena em of].


A belíssima madrasta [que nem é má] e seu "espelho canalha"


 Uma vovó "diferente", com uma chapeuzinho "pior ainda"


 Na entrada do Baile (que baile!)


Nos curvando ao respeitável público!

Segue texto da peça:

O LOUCO ERA UMA VEZ... 
(criação coletiva)

BRANCA DE NEVE

Branca de neve (Mulher negra) (Lidiane)
Anão (Grande) (Alef)
Madrasta (Mais bonita que a branca de neve) (Carla)
Espelho (Quer uma casquinha com Madrasta) (Danilo)
Rapaz racista que tem o encontro com a “Branca” (Douglas)

CHAPEUZINHO VERMELHO

Chapeuzinho – Piriguete (Letícia)
Lobo Mal – (Bonitão, Gay e vegetariano) (Rogério Del)
Vovózinha (Cafetona) (Regiane)

OUTROS PERSONAGENS
Vilã ladra do final (Amanda)
Sem noção que rouba a cena (Gerson, uma espécie de apresentador)
Vários figurantes

    Tudo começa num CONVITE PARA O BAILE, todas as princesas desejam ir, mas se desesperam porque não tem par, sendo que só entram casais, então em cima da hora vale tudo para irem acompanhadas ao tão sonhado e famoso baile.

    A cena começa com um rapaz num encontro esperando a Branca de Neve. O rapaz se decepciona por ver que a branca de neve não é tão branca assim, racista ele não aceita ir ao baile com ela. Deprimida, a princesa, tem o consolo do seu grande amigo, o anão (que também não é tão anão assim) zangado, que tem uma paixão platônica pela sua tão querida amiga. E tenta fazer com que ela o convide.


A Chapeuzinho Vermelho também sem par, e surpreendendo por não ser aquela menina recatada e delicada, sonha em poder ter uma chance com o lobo, este que de mal não tem nada, pelo contrario, é pra lá de gentil e vegetariano, tenta de todas as formas fugir da menina. E conseguindo, deixa a chapeuzinho triste por não ter conseguido conquistar o seu amado lobo, mas é consolada pela vovó, que diferente das tradicionais avós, é cafetina, e tenta alegrar a neta oferecendo todos os homens que ela queira, mas a menina só consegue pensar no lobo.

Final:
Durante a peça uma ladra fica roubando pertences das princesas, há um encontro de todos os personagens com a ladra e o sem noção; e uma perseguição desesperada no final

Cena 1 -

Sem noção: - É hoje o baile! (em cena)

Príncipe:- Realmente! Estou esperando a uma gata que conheci na internet, olha aqui a foto dela (mostra uma foto da branca de neve da disney).
Sem noção: Estourou no norte

Aparece a branca de neve (uma moça negra)

Príncipe: - Branca
Sem noção: - de neve
Príncipe: - E essa foto aqui?
Branca: é uma foto antiga
Príncipe: quando você estiver menos bronzeada você me procura.
Branca: Racista
Branca: Cadê aquele anão quando a gente precisa dele?

Anão entra e consola

Anão: O que houve?
Branca: Ele não gostou de mim porque sou negra!
Anão: Eu falei pra você não tomar tanto sol


Nesta cena da “Branca” com o anão, entra a ladra rouba uma presilha da branca e todos saem de cena.

Cena 2

Entram a madrasta e o espelho, ela fala que quer ir ao baile e o espelho a convida para ir com ele.

Madrasta: - Espelho, espelho meu será que alguém me convida para o baile?
Espelho: Tomara que não!
Madrasta: é minha enteada não vai, mas eu queria ir
Espelho: se você quiser, eu te levo.
Madrasta: Então vou me arrumar
Espelho: É hoje que me dou bem!

Cena 3

Em of, a ladra roubará sapatinho de cristal da Cinderela, será comentado depois

Cena 4

Entra a Chapeuzinho rebolando e cantando e entra o Lobo gesticulando com trejeitos.

Chapeuzinho: Pela estrada a fora eu vou bem sozinha. Vou lá à esquina rodar uma bolsinha.
Lobo: Uuuh, o Lobão chegou...
Chapeuzinho: Aí, é o lobo, será que ele vai me comer? (dizendo para o ar)
Lobo: eu só vegetariano, não como porcaria!
Chapeuzinho; ah, esse lobo é um broxa!
Vovózinha: Já que você gosta de rodar bolsinha, você não quer trabalhar pra mim?
Chapeuzinho: Mas o que é isso vovó? Eu gosto é do Lobão
Vovozinha: eu arrumo homens melhores que o Lobão, e que pagam bem melhor.
Chapeuzinho: Bora lá!

E as duas saem juntas.

Cena 5

Em of, a ladra roubará o vestido da Cinderela, também será comentado depois.

Cena 6

Indo para o “Baile da vovó”; que é numa casa de prostituição [a vovó é cafetina] e a vovó é a anfitriã do baile. A Branca vai com o anão, a madrasta da branca vai com o espelho, a chapeuzinho vai com o Rapaz racista, Cinderela vai com o Sem noção e na porta reclama de seu sapatinho roubado; as outras princesas reclamam de pertences roubados e aparece a ladra usando tudo que roubou. Tudo termina com as princesas reconhecendo seus pertences, e todos passam a persegui-la saindo de cena.

Cinderela: Sem noção, você acredita que roubaram meu sapatinho?
Sem noção: Que estresse hein fofa!

Aparece a ladra

Cinderela: Meu sapato!
Branca: Minha presilha!
Chapeuzinho: Meu vestido!
Sem noção: Pega esta safada!

Fecham-se as cortinas!



Parceria para sempre...

Josemar, Lilian, Norma e Pedro [Equipe da ONG e coordenação]

"Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer..."

Todos juntos
[Enriquez - Bardotti - Chico Buarque - 1977
Para o musical infantil Os saltimbancos] 

24/05/2011

Seguindo a "ultima tendência da moda"; nós vamos intercalar nossas postagens das ultimas semanas, para melhor situar nossos leitores. Segue a rima...

No pique total de fazerem alguns arranjos na música e, pensar na disposição do palco; dois violões esperavam pra serem tocados, algumas mudanças iam sendo feitas na música.

Em dado momento foi necessário minha intervenção: pois alguns questionavam o fato de terem de subir em um palco, dessa forma o grupo se dispersava e quem queria ensaiar me chamava e reclamava da postura de colegas.

Em certo momento depois do lanche, sugeri a minoria que não queria ensaiar, que por meio de um roteiro respondesse de acordo com a observação proporcionada pelo programa: pontos de referências pelo caminho que faz de casa até a Unicsul; que lugares chamam a atenção e que tipo de pessoas os freqüentam; o que deveria ser mudado.

O ensaio aconteceu de forma produtiva, estipulando como seria a disposição no palco, em linha reta com os maiores atrás e os violões um próximo ao outro.

25/05/2011

Comecei falando que a proposta do programa é fortalecer o sentido de grupo e, portanto o fato ocorrido no dia anterior não é uma prioridade, dessa forma todos resolveram cantar.

Andreza ficou responsável em fazer uma poesia para preencher o final da música. Após o lanche, descemos ao térreo e vimos a exposição de charges da universidade. Como roteiro de observação, anotaram qual lhe chamara mais a atenção e porque; bem como quais charges tinham a ver com os assuntos trabalhados no programa.

Ao subirmos, em circulo cada um falou desses dois aspectos, o interessante é que a maioria dos jovens não associou as charges políticas, com criticas e reflexões sobre o meio ambiente, política e mídia com o programa.

Por fim debatemos esses assuntos e reforcei que todos esses temas estão sendo trabalhados sim no programa, dei muitos exemplos do que vimos até então (vídeos documentários, explorações e outras).

Fiquei com a frase da Andreza na cabeça ao falar de uma charge que lhe chamou a atenção: um macaco se segurava nos galhos da arvore se negando a evoluir não indo ao encontro de seus pares que andavam rumo ao progresso: “Para mim, é o que acontece hoje em dia até no curso mesmo, temos a chance de evoluir mais tem quem não quer”.

Ela falou fracamente a seus colegas. Comentei que também poderíamos tomar como exemplo, o fato da evolução ser nociva em vários aspectos ao próprio ser humano: como a poluição pro exemplo.

Rodrigo nos disse que gostou da charge onde um professor entrava de armadura para dar aula, no que comentei que em alguns lugares acaba sendo assim mesmo. Ele disse: “Assim, às vezes, essa armadura pode ser usada quando vejo alunos falando mal do professor pela costas”.

Achei bem interessante sua colocação, pensei se isso estava acontecendo entre “meus” jovens (por mais que já tenha falado que não precisam me chamar de professor e estes insistem).

26/05/2011

Inicio de encontro e a poesia não saía. Ensaiavam e a poesia não saía. Foi quando observei o erro: a música já explica o programa, a poesia tem que ser diferente.

Conversei com Andreza e expus minhas opiniões, no que ela concordou timidamente, com a bíblia embaixo dos braços e poesias de sua autoria. Vendo que começava a ter idéias falei para passar uma mensagem pra galera, que falasse sobre juventude com sentimento, e que sentisse a liberdade em sua escrita.

E foi aí que aconteceu: uma linda poesia surgiu e seus colegas apreciaram muito após a música.

Pedro (nosso coordenador) pode ver o ensaio (que se estendeu pela tarde inteira) e dar alguns toques. Vimos também o vídeo fazendo uma retrospectiva do programa até então.

Depois da “décima” vez estava tudo encaminhado.

“Até terça”.