Lendo o resumo do trabalho de conclusão de curso de serviço social da colega Elaine dos Santos Souza – sobre a Juventude e Direito à Cidade: vivências de jovens do Grajaú com a circulação na cidade de São Paulo, , despertou em mim o interesse da leitura na íntegra. Enquanto aguardamos a publicação, podemos refletir sobre o atual modelo de vida e desenvolvimento das cidades bipolares. São elas de um lado repleta de oportunidades, lazer, riqueza e diversidade, bons equipamentos públicos voltados para expressões culturais, enfim, dotadas de riqueza, recursos sócio político cultural. Do outro lado as desigualdades, desrespeitos aos direitos básicos de cidadania, água, esgoto, luz, escola, praças, creches. Aproximar estas duas cidades é o desafio. O modelo de desenvolvimento atual privilegia interesses econômicos, acabam por beneficiar grandes grupos empresariais, geram especulações financeiras e imobiliárias, em detrimento dos interesses legítimos da população, sacrificadas sem condições de uma vida digna, sem serviços públicos de saúde, lazer, saneamento básico e toda sorte de necessidades. O Direito à Cidade é um dos direitos humanos básicos. É preciso mudar as formas de governar e desenvolver as cidades, para que estas sejam apropriadas e usufruídas por todos os seus habitantes. Não existe cidade sem pessoas. A Carta pelo Direito à Cidade destaca os direitos humanos no âmbito urbano e reconhece direitos que devem ser considerados. O Direito à Cidade é um direito coletivo de todos os habitantes, que buscam o desfrute eqüitativo da cidade dentro dos princípios de sustentabilidade, democracia, equidade e justiça social. De acordo com a Carta Mundial pelo Direito à Cidade redigida com a colaboração de diversas organizações não governamentais, associações profissionais, movimentos populares e redes nacionais e internacionais da sociedade civil, o Direito à Cidade é básico. O documento nasceu no I Fórum Social Mundial em 2005, para saber mais sobre os princípios, fundamentos e compromissos do Direito à Cidade, acesse Antonio Carlos Pedro
designer / gestor cultural
Nenhum comentário:
Postar um comentário