segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O urso acordou de novo de sua hibernação virtual!


     Em “Sol de primavera”, Beto Guedes nos diz que: “Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos...” Entrou setembro, está saindo outubro e nossa caminhada virtual estava quase indo junto com mais um mês. Mas eis que, como diz Nelson Gonçalves: “Boemia, aqui me tens de regresso, e suplicante te peço a minha nova inscrição...”

            
                                     Beto Guedes                                       Nelson Gonçalves

     Em setembro tivemos o início das questões referentes aos projetos, fomos à Ong Vila Mara curtir o "fervo" como os Amigos Cris (Educador Vila Mara - Manhã) e com a sempre divertida Eleonora. Visitamos o memorial da América Latina e o Museu Afro, além de uma caminhada muito bacana pelo Parque do Ibirapuera.

     Para discutir sobre projetos tivemos as companhia da Ong SEPAS (Turma da manhã com a Grande amiga Ana Paula) e uma maravilhosa explanação com o Pedrinho sobre seus antigos trabalhos com os jovens (Pedrinho foi educador do IPJ em 2009 e 2010) e sobre seu atual trabalho no Cine campinho em conjunto com a Mariquinha, que também esteve nos visitando e contando suas experiências.

 




     No "fervo" tivemos à "noite trazida para o dia" num bailinho organizado pelo Cris, do Vila Mara. Eles deixaram o galpão onde eles realizam os encontros dos Jovens Urbanos as escuras e mostraram as produções dos jovens nas experimentações de Web rádio. Tivemos muita musica e muita diversão, tanta que a Coordenadora Eleonora rompeu dois ligamentos do calcanhar numa queda. Juntou a dança e a escuridão e ela tropeçou, mas não perdeu o "rebolado". Seguiu pulando e sorrindo para o hospital.




     No Memorial, pudemos encontrar um pouco de "Nossas veias abertas da América Latina", como nos escreveu o grande Eduardo Galeano e um pouco das histórias de nosso povo. Esta circulação ficou um pouco prejudicada pelo fato de ser muito longe, e termos que voltar correndo.

                                           
                                             Eduardo Galeano



     Tando que na circulação seguinte, que era o Museu afro-brasileiro e ao Parque do Ibirapuera, combinamos de sair sem a preocupação de voltar logo e aproveitamos bem nossa estada lá. Do museu mesmo, só conseguimos estas duas imagens até os seguranças nos seguirem o tempo todo e "gentilmente" certificarem-se que não haveriam mais fotos

 

     Mas em compensação do parque que é livre, vejam as imagens

 


 








     Em resumo, foi um mês corrido, o fim desta edição se aproxima, mas também foi muito divertido. Para constar nós nos fechamos em apenas 19 jovens, mas temos conseguido um frequência contínua em todas as circulações.

Como sempre:

ESTAMOS FIRMES

Del

Reunião Pedagógica




Hoje, 10 de outubro de 2011 estivemos reunidos na Universidade destacando nossas práticas pedagógicas com os jovens urbanos , nesta reta final da 6ª edição.

Em primeiro plano revisamos nossa agenda para o mês de outubro e novembro, aonde vamos focar as atividades de "treinamento" com os jovens par que possam escrever com suas próprias palavras os objetivos e justificativas dos seus projetos.

A partir destes rascunhos, vamos sistematizar as idéias e elaborar uma apresentação em power point para que os grupos tome contato com o material e façam apresentações preliminares no dia 19 de outubro e outra "ensaio geral" para o dia 17 de novembro - uma semana antes da apresentação à banca examinadora, marcada para o dia 24 de novembro próximo.

Confirmamos as atividades no laborartório de informática nos dias 13 de outubro - turmas da manhã e tarde - neste dia os jovens poderão via internet pesquisarem no Portal CENPEC e ITAÚ SOCIAL outros projetos realizados pelos colegas.

As formações com a equipe ASHOKA está confirmada para o dia 18 de outubro no pequeno auditório do Bloco B - para turma da tarde. Aos colegas educadores, coordenadores e jovens das demais ONG´s , reiteramos a necessidade de enviarem a lista com nomes e RG, para acessarem as dependências da Universidade. O encontro da turma da manhã será realizado no dia 20 de outubro, enquanto isso, a turma da tarde estará cumprindo agenda no Museu Afro.

Nosso encontro foi muito produtivo. Avançamos em questões internas, aonde os educadores solicitaram a mim paciência junto aos jovens, pois tenho sido muito exigente com respeito as tarefas que antecedem a apresentação dos projetos, pois temem que esse ambiente acabe por travar a criatividade ou até mesmo dispersar os jovens. Ajustamos que amanhã - terça feira - farão uma dinâmica contextualizando a nossa preocupação com o tempo e as tarefas. Reciclamos também a necessidade realizar as atividades com a formação em círculo, pois este formato ajuda a consolidar o clima de equipe entre os jovens, principalmente nesta etapa final.

Nestas próximas semanas vamos adotar a prática de sensibilização e as ações As questões deverão ser "xerocadas" para que cada jovem tenha seu próprio instrumental e a partir deles - com o próprio texto dos jovens, vamos ajudá-los na elaboração e a apresentação em power point. São elas:
1. Pra quê fazer?
2. Porque fazer?
3. Como fazer?
4. Quanto custa fazer?

A estrutura básica de elaboração de projeto:

1. Objetivo Geral
2. Objetivo Especifico
3.Metodologia ( como vou fazer)
4. Qual o produto cultural
5. Qual a programação
6. Plano de trabalho - as etapas que vamos seguir
7. Produção e execução - Orçamento - quanto custa fazer

Em tempo: Pedro Rafael e Rogério estão postando -logo mais - as atividades das duas semanas anteirores, e seus comentários sobre a esta reunião pedagógica.

Para concluir, conversamos com a Norma - responsável técnica do Ibradesc e confirmamos as entregas dos lanches para amanhã - terça feira - e nesta semana, por conta do foco na elaboração dos projetos, não realizaremos circulação.

Antonio Carlos Pedro
coordenador.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Forum10: Para Leoni o que vale é a cultura do talento


Leoni é um dos artistas mais ativos na rede. Músico, foi do Kib Abelha, Heróis da Resistência e há algum tempo faz carreira solo. Foi um dos primeiros a liberar todas as suas músicas para baixar na Internet e agora está lançando um formato de compra de shows que elimina o intermediário.

Por esse sistema, ele acerta com a casa de show o preço para poder locar o espaço e vende os ingressos diretamente pelo sistema de crowdfunding. O preço da entrada acaba ficando bem mais barato para o público. Se der certo, isso mudará completamente o mercado da música, onde as gravadoras já perderam muito espaço. Leia a entrevista que fiz com ele por email.

Leoni, você está lançando um modelo novo de contratação de shows a partir do crowdfunding. Até onde sei é algo inédito no Brasil. Pode explicar para os leitores o significado dessa ideia e o quanto ela pode mudar o mercado musical se vier a dar certo?
Não sei se o modelo é inédito no Brasil, mas é bastante novo, com certeza. A minha esperança é que o crowdfunding chegue a quase substituir a figura do contratante de shows. Pelo menos para as cidades grandes. Normalmente os artistas ficam esperando que alguém tenha interesse em bancar seu show para conseguir chegar numa cidade ou região. E os ficam fãs perguntando: por que você não vem para a minha cidade? É nessa hora que o novo modelo vem resolver o nó: tenho público na região, mas não conheço um contratante na área – ou o contratante local não tem interesse no meu show por achar que não vou gerar receita. O crowdfunding permite que o público seja o contratante. E o artista não tem que correr riscos financeiros. Dessa forma, o bordão da música do Milton Nascimento ganha uma versão web 2.0: o artista vai não só aonde o povo está, mas aonde o público quer que ele esteja.

Você é um dos músicos que disponibiliza suas músicas para download, isso te prejudica do ponto de vista financeiro e artístico ou ao contrário?
Quando comecei a dar minhas músicas na rede vários parceiros e companheiros de geração me recriminaram dizendo que eu não podia concordar com essa “pirataria digital”. Hoje em dia muitos já se renderam ao poder de divulgação e multiplicação de público da internet. Não se encontrou uma forma de remuneração para os criadores na rede, mas há inúmeros benefícios com a democratização da distribuição. Antes da internet as gravadoras controlavam a produção e a distribuição de música. Se você não tivesse um contrato com uma major estaria fora do jogo. Hoje em dia não há mais filtros, todo mundo pode jogar, o problema é chamar a atenção das pessoas nesse caos de informação. A interação com o público, músicas de qualidade e um show poderoso são as melhores formas de divulgação. Desenvolvi bastante esse tema em meu livro, Manual de Sobrevivência no Mundo Digital.
Do ponto de vista artístico a liberdade é infinita. Nenhuma preocupação em agradar diretor de gravadora ou programador de rádio. O trabalho deve visar a qualidade para conquistar o respeito e a credibilidade do público. É o mudança da cultura do “hype” pela cultura do talento.

Como você vê a rede e suas possibilidades do ponto de vista do acesso à cultura?
É um novo mundo onde não só o acesso à informação não tem barreiras, como o acesso à produção. O próprio conceito de autoria deve ser inteiramente modificado em breve. Não há mais uma separação clara entre emissores e receptores. A cultura está deixando de ser um “comunicado” artístico para se transformar em diálogo multilateral, uma construção colaborativa. Ainda nem consigo imaginar aonde isso tudo vai desembocar. Mas será, como já está sendo, bastante rico.

Qual a sua opinião em relação a atual gestão do MinC?
O MinC do governo Dilma está sendo uma decepção. Em relação à reforma da Lei do Direito Autoral, a lentidão e o conservadorismo – que o enfraquecimento do DDI já sugeria – apontam para um alinhamento com o ECAD e o status quo. Inúmeros retrocessos em relação à Cultura Digital e aos Pontões também demonstram que o conceito de cultura do atual Ministério não incorpora as mudanças ocorridas no mundo pós-internet. E não vejo uma agenda propositiva vindo de lá.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Encerrando o período de hibernação virtual

    Retomando nossa vida virtual, que está tão virtual que não se materializa nem aqui no blog; está beirando o mundo das idéias do Platão. Falando em Platão, nós saímos um pouco da caverna [a nossa sala] e pudemos usufruir um pouco de outras dependências da UNICSUL. Nós recebemos os jovens do SEPAS e Vila Mara para exibição do filme “Uma onde no ar” [Segue sinopse em post anterior]. Foi ótimo poder receber nossos amigos e seus jovens e poder trocar conhecimentos e práticas.


Platão

    Estas ultimas semanas foram marcadas por diversos acontecimentos: está começando mais uma trajetória; tivemos formação [enquanto educadores] para dividirmos depois com os jovens as questão do “projeto jovem”; tivemos visita técnica com a Rita carmona do Cenpec;


Visita técnica, não do técnico


fomos ao Centro cultural Vergueiro, divididos em duas turmas [10 e 10] pois um grupo tinha experimentação na quarta e o outro na quinta [na quarta inclusive tomamos uma chuva imensa]; fomos à Caixa cultural e vimos as exposições “Capoeira - Luta, dança e jogo da liberdade”, “A cor do corpo” de Israel Kislansky, e “Cartas do Bom Jesus”, e nesta contamos, surpreendentemente, com todo o nosso contingente, mas infelizmente as fotos do Centro cultural Vergueiro não ficaram muito boas, só as da Caixa cultural que deram para aproveitar [é que estas nossas maquininhas fotográficas que ganhamos parecem aquelas “rolleiflex”, tão citadas nas musicas do João Gilberto].

 

                                                  João Gilberto            e   a           Rolleiflex


Esperando o trem


 Esperando o Metrô


Entrada da Caixa


Vendo a exposição


Olhar sábio dos melhores críticos


    Os jovens [apesar da correria toda] estão animados com esta nova etapa, com a realização de um projeto voltado para a sua comunidade. Outro ponto interessante é que resolvemos mudar a nomenclatura de “Projeto” para “Intervenção”, pois percebemos que o fato de realizar um “projeto” parecia assustá-los, e intervenção parecia algo mais simples e realizável.

Como sempre encerro, e agora mais do que nunca:

“ESTAMOS FIRMES”

Del

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Radio Favela


História da Rádio

A Associação Cultural de Comunicação Comunitária Favela FM é uma entidade de caráter comunitário, sem fins lucrativos, que se estruturou a partir de iniciativa autônoma de moradores da vila Nossa Senhora de Fátima, localizada no Aglomerado da Serra na cidade de Belo Horizonte.

Sua origem remonta aos eventos de cunho musical e cultural que se realizavam como alternativa de lazer no final dos anos 70 nas ruas próximas à favela. A intenção de criar um espaço para divulgar música e cultura negra, falar da discriminação contra os moradores da favela e conscientizar os jovens da comunidade quanto aos problemas relacionados à violência e às drogas, agravados com a entrada do tráfico que então se instalava naquela local, levaram a que, algumas pessoas ligadas à organização de tais eventos, tomassem a iniciativa de montar também uma rádio.

Assim, entra no ar, no ano de 1981 a Rádio Favela, "a voz do morro". A Rádio começou a funcionar precariamente com um transmissor à bateria, um toca-discos a pilha (pois ainda não havia energia elétrica na favela) e equipamentos improvisados. Devido à forte repressão que existia no país, a rádio não podia permanecer em um mesmo local por muito tempo e mudava-se de barraco em barraco, ampliando gradativamente, o número de pessoas da própria comunidade com ela envolvidas.

Embora o funcionamento da Favela FM tenha sido marcado por interrupções não intencionais, devido à perseguições políticas e policiais (a rádio teve seus transmissores lacrados por três vezes), ou à situações de calamidade (o barraco onde funcionava o estúdio foi inundado na época das chuvas, no ano de 1995), a rádio persistiu e continua no ar.

Em 1996, a Rádio Favela, falando do alto de um aglomerado populacional onde moram atualmente mais de cento e sessenta mil habitantes, se institui legalmente como uma entidade cultural, reforça seu caráter comunitário e adquire um alvará de funcionamento fornecido pela Prefeitura.


UMA ONDA NO AR - O FILME



Sinopse

Jorge, Brau, Roque e Zequiel são quatro jovens amigos que vivem em uma favela de Belo Horizonte e sonham em criar uma rádio que seja a voz do local onde vivem. Eles conseguem transformar seu sonho em realidade ao criar a Rádio Favela, que logo conquista os moradores locais por dar voz aos excluídos, mesmo operando na ilegalidade. O sucesso da rádio comunitária repercute fora da favela, trazendo também inimigos para o grupo, que acaba enfrentando a repressão policial para a extinção da rádio.


Informações Técnicas
Título no Brasil: Uma Onda no Ar
Título Original: Uma Onda no Ar
País de Origem: Brasil
Gênero: Drama
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento: 2002
Site Oficial: http://www.umaondanoar.com.br
Estúdio/Distrib.: Quimera Produções
Direção: Helvécio Ratton

postado por Pedro - coordenador